quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Maratona de Lisboa 2014 - 2


Não estava no calendário da equipa, a Maratona do Porto sim! Desde Dezembro de 2013, em que, aproveitando o valor promocional tínhamo-nos inscrito de pronto.

Depois surgiu o AX Trail, com uma opção de 42 quilómetros em plena serra da Lousã. Imperdível. Só tinha um problema, era de ser duas semanas apenas antes da Maratona do Porto.

Um cálculo rápido ao degaste e às possíveis lesões possíveis a trazer desse Trail e concluiu-se que duas semanas seriam suficientes para recuperar. Então, fez-se a inscrição também no AX Trail, Trail da Serra da Lousã-42K.

Por fim, surgiu na empresa em que trabalhamos, um concurso interno, com inscrições para a Maratona Rock’n’Roll, Meia Maratona e Mini Maratona de Lisboa. Ora bem, isto não é coisa que se desperdice!
Como se diz da comida. "Antes fazer mal do que estragar"! Concorremos e ganhámos as inscrições!
Diga-se também em abono da verdade que não há muita concorrência interna para a distância da Maratona.

E assim chegámos os três a Cascais para correr a Maratona de Lisboa 2014. Eu, o Samuel e o Paulo Amaro.

Em termos de logística e, tendo em conta que faríamos a viagem no próprio dia, sendo o tempo disponível antes da prova sempre pouco, decidimos ir logo para o local da partida, obrigando no entanto a que, no fim da corrida teríamos de regressar a Cascais onde ficaria o carro estacionado.

O ambiente no local da partida era fantástico. Ouvia-se falar mais em línguas estrangeiras do que em português.

Posicionámo-nos na zona das 3h30 que seria sensivelmente o tempo alvo e aguardámos o tiro de partida.

Finalmente, com um pequeno atraso, iniciou-se a esperada corrida.

Pessoalmente tinha decidido regular o ritmo por baixo, isto para não sofrer uma hecatombe como na Maratona do Porto em 2013.

Também não iria obviamente muito abaixo das possibilidades, uma vez que quanto mais tempo demorasse, maior seria o "sofrimento". Sou adepto da ideia que os treinos são para treinar e as provas são para dar o nosso melhor! Note-se que o “melhor" não é forçar no início ao ponto de colocar em risco a conclusão da prova. Por outro lado não comungo de ideias muito em voga de que uma maratona se deve terminar fresco como uma alface, ou que, a segunda metade da prova deve ser mais rápida do que a primeira. Mas isto sou eu que não percebo nada de corrida. Segundo os mais recentes “Cânones” da corrida nem sequer poderia ostentar o título de maratonista, uma vez que nunca fiz uma maratona abaixo das três horas J (veja-se a mais recente polémica que varre as redes sociais ligadas à corrida amadora).

Bom, chega de teorias e vamos ao que interessa, que é o relato possível da maratona.

Receava alguma surpresa do Tendão de Aquiles direito que há já alguns dias ia dando sinais de não estar a cem por cento. Felizmente o Tendão de Aquiles não deu problemas. Contudo, e como tem de haver sempre alguma coisa, sentia os gémeos da perna direita muito tensos, o mesmo joelho com uma ligeira dor na zona exterior e mais para o fim da corrida comecei a sentir uma enorme tensão nos músculos dana parte anterior das coxas.

Felizmente foram só ameaças e deu para chegar ao fim sem problemas.

O percurso é fantástico, e se não houver vento de frente, pode mesmo ser uma boa oportunidade para bater um recorde pessoal.

Desde Cascais até Lisboa vem-se sempre junto ao mar, chegando por vezes às narinas o agradável cheiro da maresia.

Já em Lisboa há uma incursão pela Baixa Pombalina, com ponto de retorno nos Restauradores, regressando ao Terreiro do Paço, seguindo em direcção a Sta. Apolónia e zona portuária onde se juntavam os atletas da Meia Maratona que seguiam juntamente com os da Maratona até final.

Após a travessia da zona portuária, a parte mais desinteressante da prova, avista-se por fim o Parque das Nações, onde terminavam as provas.

A pouco mais de dois quilómetros do final alcanço o colega de equipa Paulo Amaro que tinha baixado de ritmo consideravelmente. O(s) Samuel (éis), ambos, o Ndungu e o Oliveira não os via desde a parte inicial da corrida, mas no caso concreto refiro-me ao segundo, não sabia se ia mais adiante ou mais atrás.

Finalmente após 3h25m14s cruzo a linha da meta, forçando um sorriso para a fotografia. Ufa!

Pouco mais há para dizer acerca desta aventura, uma vez que correr resume-se a pôr um pé à frente do outro, neste caso quarenta e duas mil cento e noventa e cinco vezes! 

Factos curiosos e coisas giras que me ocorrem são por exemplo a beleza do percurso, abastecimentos excelentes, talvez até em exagero, a cada 2,5 km, com água, isotónico, gel e fruta; muitas bandas a tocar ao longo do caminho, no final um saco com água, Powerade e "outras cenas" bem como o requinte de um Cornetto fresquinho que soube às mil maravilhas.

E assim foi um Domingo passado na marginal de Cascais ao Parque das Nações.

Até para o ano!
 
A Classificação que interessa J

Paulo Oliveira: Tempo Final: 03:25:14; Tempo Chip: 03:24:27

Paulo Amaro: Tempo Final: 03:25:25; Tempo Chip: 03:24:38

Samuel Oliveira: Tempo Final: 03:33:46; Tempo Chip: 03:32:57



Partida

Paulo O. (Foto: MarathonFoto.com)

Paulo A. (Foto: MarathonFoto.com)

Samuel O. (Foto: MarathonFoto.com)

(Foto: MarathonFoto.com)

(Foto: MarathonFoto.com)

(Foto: MarathonFoto.com)


Distribuição dos atletas por países

Os estrangeiros ganharam-nos mais uma vez... Há que inverter a tendência!


O meu quadro de estatísticas


domingo, 5 de outubro de 2014

Maratona de Lisboa 2014 - 1

A equipa dos que treinam por aí, pela estrada fora, foi à capital passar o Domingo...
O relato brevemente, quando o ácido láctico deixar os dedos escrever J
A equipa na linha de partida

Após a chegada




Boa semana e bons treinos

E boa recuperação para os que, como eu, estão com as pernas a doer J

domingo, 31 de agosto de 2014

7º Trail dos Moinhos de Penacova


Pelo terceiro ano consecutivo, a equipa do PelaEstradaFora marcou presença na corrida dos moinhos de Penacova.
Moinhos de Portela de Oliveira. Serra do Buçaco
No ano passado postei o relato aqui neste espaço, e aqui também,  tendo sido a prova deste ano, muito semelhante à anterior.
O nível de qualidade manteve-se, deixando como sempre, a vontade de regressar no próximo ano!

Para este dia de 31 de Agosto de 2014 as previsões do tempo “davam” calor com fartura, na ordem dos 35°C. Ainda assim, pela manhã, a temperatura estava agradável, não incomodando em demasia.
Tendo em conta o conhecimento do tipo do percurso, adquirido nas participações anteriores, optámos por fazer um aquecimento minimamente decente, uma vez que o início da mesma é constituído por uma valente subida até um dos pontos mais altos da vila e, com escadaria à mistura para ajudar à festa!

O controlo “zero” este ano foi original.

Atletas aguardando o controlo "zero" na ponte pedonal sobre o Mondego
Os atletas tiveram que atravessar o rio pela ponte pedonal do início e chegada, regressando ao local de concentração em fila indiana a fim de registar os dorsais.
Hummm…podiam pensar numa alternativa…pareceu-me que muita da gente que permaneceu em cima da ponte cerca de dez minutos, não terá achado muita piada à brincadeira… Mas tudo bem, a ponte aguentou-se à bronca e manteve-se firme e hirta !

Dá-se a partida e voltamos a cruzar a ponte para enfrentar a primeira subida.
Após a escalada da vila, os primeiros quilómetros são relativamente planos, ou pelo menos, sem grandes rampas.

O colega de equipa Paulo Amaro já tinha entretanto ido à vida dele!
Rolava-se bem. Sentia que estava melhor do que no ano passado. Previa fazer um tempo bem abaixo do anterior!

Passa-se o primeiro abastecimento, como sempre com prata da casa, isto é, com garrafinhas de Água de Penacova, facto que distingue esta prova dos trails “normais”, onde nos abastecimentos, as garrafas individuais já foram há muito banidas.
Começa a primeira grande subida, rumo aos primeiros moinhos. Os moinhos de Gavinhos.

Subida aos primeiros moinhos de vento
 Os músculos das pernas doem. Quase posso jurar que ouço gemidos vindos da zona dos gémeos!
Começavam-se a ver os moinhos...
Por fim atinge-se a cume do monte, com a deslumbrante vista dos moinhos de vento e também das paisagens lá em baixo.

Segundo abastecimento nos moinhos, onde desta vez faltou o fotógrafo da praxe, e, inicia-se a descida.
Passagem pelos primeiros moinhos

Começam então as peripécias da prova e, em boa verdade, acabam para mim as hipóteses de melhorar o tempo em relação ao ano passado.
Nesta altura seguia em grupo e, como mandam as “boas práticas da modalidade” não ia a prestar grande atenção às fitas sinalizadoras do percurso. Bastava seguir os colegas da frente.

O problema é que quem seguia à frente do pelotão também devia ir a contar que alguém mais atrás fosse com atenção e, o avisasse em caso de engano.
O resultado foi o esperado! Uma descida brutal de setecentos metros por um estradão, até chegar à conclusão de que íamos todos mal.

Fitas nem vê-las! Por fim lá vimos umas fitas mas eram de uma parte do percurso que já tínhamos feito.
O mapa da perdição. As setas a vermelho assinalam o caminho feito ao engano. 1500 metros com um desnível de cerca de 80 metros e, 15 minutos perdidos.



Aí o grupo decide continuar pelo caminho onde seguíamos, e eu tomo a opção errada de voltar para trás, subindo novamente o caminho por onde tínhamos descido, até voltar a encontrar fitas.
A meio da subida entretanto, encontro outro grupo que vinha também ao engano. Alerto-os para o facto e regressamos todos para trás.

Por fim encontramos o ponto onde terá ocorrido o engano e voltamos a trilhar o caminho certo.
Nesta altura já estava resignado de que a prova para mim, tinha terminado.

Tinha a noção de ter perdido cerca de quinze minutos, o que, por muito que corresse, não daria para recuperar.
Enfim, são os riscos de ir com a cabeça no ar. ”Para a próxima abre os olhos” dir-me-ão os meus caros amigosJ

Todavia, nem tudo se perdeu com este episódio!
Livre da pressão de querer fazer um bom tempo, bom tempo em critérios pessoais obviamente, acabei por fazer um resto de prova muito agradável, arriscando menos nas descidas, parando para tirar fotografias, apreciando com mais calma as vistas deslumbrantes sobre o Rio Mondego, etc.

Tempo final de 2h27m para uma distância de 20,440 km.
No final um churrasco tipo aldeia do Asterix que, só por si, já justificaria uma ida a PenacovaJ

Por fim, alguns aspectos que me ocorrem:
      ·         Organização de excelente nível, como já conhecíamos aliás;

·         A alteração do nome de Corrida dos Moinhos de Penacova, para Trail dos Moinhos de Penacova não me agrada. Nada mesmo.! Julgo que a mania dos Tugas de, preferirem usar palavras estrangeiras, não é muito feliz. Mas enfim, é apenas uma opinião…

·         Método usado para o controlo “zero” um pouco discutível. Não me recordo se nos anos anteriores foi assim, sinceramente;

·         Marcações do percurso relativamente boas. O engano de que fui vítima ter-se-á devido apenas à falta de atenção;

·         Almoço muito, muito bom! Com uma cerveja de barril geladinha, que caiu que nem ginjas!

·         A ausência de sombras é muito incómoda, sobretudo com sol e calor intenso, como já estava à hora do almoço;

·         Não foram afixadas as classificações como habitualmente. Desconheço as causas. Esperemos que sejam publicadas na página do evento o mais breve possível;

·         A ausência de sombras, e o calor tórrido que já se fazia sentir à hora de entrega dos prémios aos vencedores, não permitiu dar à cerimónia, a honra e solenidade que estes mereciam. Parece-me que um encerado do tipo usado nas feiras podia resolver o assunto. Fica a sugestão.
·         Nível competitivo muito elevado. Torna-se contagiante!

Balanço geral positivo, diria mesmo, muito positivo!

Até 2015 e boas corridas!

Aquecimentos e alongamentos

O Rio Mondego e o alto de Penacova onde iríamos passar no início e final da prova




Chegada aos segundos moinhos, Portela de Oliveira

Auto retrato do escritor enquanto corredor de trilhos
(também se poderia chamar "uma Sefie à americana")



Moinhos da Portela de Oliveira

Moinhos da Portela de Oliveira

Subida final a Penacova

Vista sobre o Mondego

Outra vista desde o alto de Penacova sobre o Mondego

Vista sobre a praia fluvial do Reconquinho. Partida e chegada no lado esquerdo do rio. 

Descida final

Finalmente a ponte! Na outra margem, a Glória espera os vencedores.
Os restantes, podem ter à espera as mulheres ou namoradas, ou até ninguém :)
 

Recuerdos de mais uma visita à praia do Reconquinho - Penacova

"O Paulo Amaro na Praia do Reconquinho".
  




Registos da prova