quinta-feira, 17 de novembro de 2016

42ª Meia Maratona da Nazaré 2016

Como manda a tradição, passado uma semana da Maratona do Porto, rumei à Nazaré para correr a Meia Maratona popular mais antiga do país.

Este ano um pouco limitado fisicamente, embora com muita vontade de correr, acabei por chegar à meta com um tempo bastante razoável.

Na edição deste ano regressou-se ao percurso tradicional, visto no ano passado ter havido algumas alterações devido a obras na marginal.

Mais uma vez constata-se uma diminuição de participação relativamente ao ano anterior, tendo-se ficado este ano pelos 633 atletas finalistas na prova.

Há vários factores que contribuem para esta quebra de participação:
  •        Proliferação de provas de corrida, estrada e trilhos, por todo o lado. Torna-se difícil optar devido à oferta abundante;
  •         Divulgação deficiente e tardia. De facto é um aspecto a ser trabalhado pela Organização, visto que a divulgação pelos meios tradicionais e pelas redes sociais é um factor decisivo;
  •        Prova pouco (ou nada) propícia a bater recordes pessoais. É um aspecto que para muita gente não terá importância mas para quem queira ter um bom tempo à meia maratona no currículo, não será com certeza na Nazaré que o conseguirá! O percurso tem algum desnível e não é de descurar a possibilidade de ventos mais ou menos fortes.
  •       E depois há um outro aspecto (que talvez só exista na minha cabeça…) que é o facto de estar ou não na moda. Aí a Nazaré perde contra as grandes organizações de Lisboa e Porto associadas a marcas ou empresas especializadas, que juntam milhares de pessoas em que a maioria não corre nada e vai mais numa de evento social e para mostrar vestuário, calçado e gadgets de topo de gama. A Meia da Nazaré ainda é um resquício do PREC onde qualquer pelintra com duas pernas pode participar, sem ficar envergonhado por não gastar uma pipa de massa em “cenas”.

Mas enfim, é a minha leitura, que começo a ficar um pouco velho e azedo 😃😃😃

Para concluir, foi a 6ª participação nesta prova esperando poder participar pelo menos, mais umas 60 vezes 😃.

Boa semana e boas corridas! 



Paulo Amaro - 1:34:18 (tempo líquido)

Paulo Oliveira - 1:37:07 (tempo líquido)
Evolução de participantes desde 2011


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Maratona do Porto 2016

Correu-se no passado domingo mais uma Maratona do Porto.
Foi a sua 13ª edição e a minha 4ª participação.

Este ano, a minha presença na prova esteve por um triz, devido a uma crise aguda de lombalgia uma semana e meia antes da prova.

Assim, com muitos Brufen 600, Voltaren e um anti-inflamatório “potente” que restava de uma receita anterior, a situação foi melhorando, de modo que decidi arriscar a partida para esta Maratona.
É um bocado inglório ter este tipo de condicionantes, que nada têm que ver com a prática do desporto mas que podem condicionar em absoluto a participação numa prova, tipo “objetivo do ano”, como era para mim esta Maratona do Porto!
Como é natural, logo se esfumaram-se os objetivos do costume que seria ficar abaixo das 3h30m. Nestas condições, conseguir chegar ao fim era o único objetivo.

Assim, iniciei a prova “de pantufas”, atento aos sinais do corpo, “correndo a um ritmo que, quase dava para contemplar a relva a crescer :)
Com o passar do tempo, na ausência de qualquer dor aguda, comecei a ganhar confiança e a partir do 4º ou 5º quilómetro já entrava no meu ritmo normal.

O dia esteve excelente para correr, com sol e temperatura fresca (às vezes até com um friozito ventoso…), sendo no entanto infinitamente melhor do que o calor que se fez sentir na edição do ano passado.

O percurso este ano teve poucas diferenças relativamente ao do ano anterior, mantendo-se o início e fim no recinto do Queimódromo, no Parque da Cidade.
Pessoalmente preferia a versão até 2014, com início junto ao Palácio de Cristal e descida da Avenida da Boavista, o que ajudava bastante na fase inicial. 

O percurso deste ano teve quatro pontos de retorno, o que se presta às mais variadas "gracinhas"(por exemplo, uma atleta que seguia à minha frente em Gaia, já depois do “tapete” da meia-maratona resolveu dar meia volta numa rotunda e assim ganhou uns bons 3 ou 4 quilómetros, uma vez que não foi ao ponto de retorno oficial!!).
Tem-se falado muito neste tema, e é unânime que a colocação de tapetes de controlo nos pontos de retorno resolveria o problema dos “atalhanços”.
Por outro lado, a Organização ver-se-ia obrigada a desclassificar os “prevaricadores” correndo o risco de não bater o recorde de participações, objetivo que vai alimentando alguma rivalidade entre as Maratonas do Porto e de Lisboa! A política de ambas as organizações tem sido: Quantos mais finishers melhor :).

Outro aspeto que nunca me agrada muito é o empedrado irregular em algumas zonas que, obriga os atletas a desviar-se para os passeios. De facto constatei mais uma vez que em algumas zonas em Gaia não seguia literalmente ninguém pela estrada, mas sim TODOS os atletas corriam pelos passeios, o que, segundo o artigo 14 do Regulamento constitui uma infração (embora não especifique qual a penalidade...)!

Ainda assim, das seis Maratonas concluídas até à data, Lisboa 2012 e 2014 e, Porto 2013, 2014, 2015 e 2016, é claramente a do Porto a de que mais gosto. Pela prova em si, pelo percurso variado que ajuda  a distrair do cansaço, mas também pela paisagem da cidade, pela vista sinuosa do Rio Douro, pelo avistamento das pontes ao dobrar as curvas do rio assemelhando-se ao ritual do desfolhar um livro de gravuras, pelo atravessamento da Ponte D. Luís e muito mais!

Tempo final de 03:35:02 (chip), que, apesar de ser o meu pior tempo na Maratona, foi melhor do que ter de desistir a meio da prova, algo que era efetivamente um cenário muito provável!

O colega de equipa Paulo Amaro conseguiu fazer um tempo dentro do esperado, 03:17:15 (chip) salvando assim a honra da equipa!


Boas corridas e esperemos que abram inscrições em dezembro a preço reduzido!!


Gráfico de tempos Minutos por Km

Tabela da prova
(des-) Evolução anual dos resultados pessoais na Maratona do Porto

sábado, 8 de outubro de 2016

Meia Maratona de Ovar


A meia maratona de Ovar é uma das históricas do calendário nacional, tendo sido agora a sua 28ª edição.
Este ano a “equipa" Kerouaquiana participou pela primeira vez nesta prova, em jeito de preparação para a Maratona do Porto.
Bom, na verdade, o Sam já tinha corrido esta Meia várias vezes, eu e o Paulo Amaro é que não…
É uma prova muito agradável, percurso quase plano e um nível competitivo acima da média.
De facto, comparando a Meia maratona de Ovar com a sua homóloga realizada em Lisboa no mesmo dia, verificamos que a quantidade absoluta de atletas classificados abaixo de 1h 45min foi superior em Ovar com 1013 atletas contra 836 em Lisboa (num total 1.768 em Ovar e de 5.753 em Lisboa!!!).
Este cenário foi semelhante em todos os intervalos de 10 minutos até ao tempo referido, com excepção de sub 1h 05min, onde Ovar não teve classificados e Lisboa teve 6 atletas africanos.
Uma vez mais, o melhor português classificou-se em Ovar!
É caso para dizer que, em Ovar corre-se cum’ó C_r_ças!
Gostei também de conhecer a cidade de Ovar; pareceu-me bastante simpática e acolhedora, e também, de conhecer a Praia do Furadouro, embora em passo acelerado!
Como curiosidade, a Praia do Furadouro foi onde o Busto passou as suas férias em 2015 :) (favor espreitar: http://podcasts.rtp.pt/nas2.share/wavrss/at3/1511/3846333_192431-1511181105.mp3).
Como pormenor técnico, e sem grande interesse para quem está a ler este post :), tenho a referir a estreia de umas novas sapatilhas de estrada, uma vez que as minhas velhas Nike Zoom Vomero 3 já estavam a gastar borracha de amortecimento depois de ter acabado a borracha de abrasão!
Então, há dias na Sport Zone Outlet de Coimbra “apanhei” uma promoção nas Vomero 10 que aproveitei obviamente. Ora, ver por 60,00 € umas sapatilhas de 149,90 €, é coisa que não acontece todos os dias!

Boas corridas!


Paulo Amaro, tempo chip: 01:29:00

Sam, tempo chip: 01:33:45

Paulo Oliveira (Je), tempo chip: 01:35:07

Nike Zoom Vomero, versões 10 e 3

Like it, very much!